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23 de jul. de 2012

Funcionários do PAM fazem manifesto em Carangola


Os funcionários do PAM (Pronto Atendimento Médico) de Carangola entraram em operação tartaruga essa semana, onde são atendidos apenas os casos de urgência e emergência. Eles alegam que estão há quatro meses sem receber seus salários, pois a Prefeitura Municipal de Carangola, responsável por repassar ao Hospital Evangélico uma verba destinada aos pagamentos dos funcionários, não estaria cumprindo com as obrigações estipuladas no convênio. O HEC alega que não está recebendo este repasse e que já realizou reuniões com vereadores e esteve na Câmara para expor a situação.
Na tarde da última quinta-feira (19), os funcionários do PAM promoveram uma manifestação na Praça Coronel Maximiano e no Calçadão da Rua Pedro de Oliveira, terminando em frente à Prefeitura, onde foram recebidos pelo Administrador Antônio Carlos de Rezende Mansur e pela Secretária de Governo, Ana Maria de Souza para uma reunião. Na ocasião, foi marcado um encontro com o Prefeito Patrick Drumond para a definição do impasse.
Em entrevista ao Jornal O Semanal, os manifestantes disseram que a dívida existente entre a Prefeitura e o HEC chega a R$ 343.841,00, e que o último repasse teria sido de R$ 119.000,00, ocasião em que o hospital pagou aos funcionários do PAM o atrasado do mês de março. Eles acrescentaram, ainda, que caso não for pago o salário em atraso o atendimento será totalmente interrompido. Por sua vez, o Administrador Mansur disse que a Prefeitura já está preparada para não deixar de atender aos pacientes do Município caso o atendimento do PAM seja interrompido, pois conta com funcionários especializados e médicos para atendê-los. Sobre a manifestação, ele disse que é um fato normal por se tratar de um direito deles, principalmente porque foi uma manifestação pacífica.
Segue na íntegra o panfleto entregue à população durante a manifestação: 
Manifesto Público dos Funcionários do PAM e HEC
“Esclarecemos a população que nós, funcionários do PAM estamos a 3 meses e 19 dias trabalhando sem recebermos nossos salários. Somos funcionários do Hospital Evangélico, porém a verba que é usada para efetuar nosso pagamento é repassado pela Prefeitura Municipal de Carangola através de um convênio feito com o Hospital Evangélico firmado em junho de 2010 por intermédio de um processo licitatório.
Esclarecemos ainda que os atrasos vinham ocorrendo desde meados do ano passado, porém em outubro/2011 a situação piorou e os atrasos começaram a passar de 02 meses. Hoje estamos com o pagamento de abril, maio e junho sem receber. Continuamos até a presente data prestando um serviço de qualidade à população de Carangola, porém, ficou insustentável continuar trabalhando sem perspectiva nenhuma de pagamento. O Hospital Evangélico tem sido solitário conosco, porém não tem recursos financeiros para arcar com as despesas do PAM, e ainda corre um grande risco de fechar as portas caso tenha que demitir os 30 funcionários que prestam serviços no PAM.
Hoje o PAM funciona com uma equipe de qualidade e desde que foi assumido pelo Hospital Evangélico tem trabalhado com médicos formados e de grande competência.
Deixamos claro que estamos reivindicando o que nos é de direito, nada além do nosso direito, e que nosso desejo é que a situação se regularize para que possamos manter nosso emprego, uma vez que, caso contrário, serão 30 funcionários desempregados e um Hospital que atende a microrregião correndo o risco de fechar as portas e uma população insegura sem ter onde recorrer. Deixamos a pergunta: O que será do PAM? A saúde de sua família estará segura? O município vai assumir a responsabilidade da demissão de 30 funcionários e o fechamento de um hospital?”

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